17 julho 2021

Eu, benfiquista anónimo, confesso-me... inocente!

Adeus, Vieira! Bem-vindo, Benfica!

Eu, inocente, só sei que o Benfica é para se... amar!
Quando, em 1988, o Benfica venceu o Steaua de Bucareste (2-0) no Estádio da Luz e qualificou-se para a final da Taça dos Campeões da Europa, eu estava lá no 3º Anel! Quando, em 1990, o Benfica venceu o Marselha (1-0) e qualificou-se para nova final da Taça dos Campeões, eu estava lá, de novo, na Luz! Nas duas situações, o presidente do Benfica era João Santos. Naqueles tempos a nossa preocupação, como adeptos, não ia além do futebol e do que jogavam os nossos craques. Em momento algum parávamos para pensar na idoneidade dos nossos dirigentes, porque não era preciso. O seu amor ao Benfica era evidente. Estavam lá pelo Benfica!

Eu, inocente, sei que o Benfica também atrai o... mal!
Hoje, não basta ser apenas um adepto apaixonado pelo clube, que fica doente com as derrotas, seja em que modalidade for. Somos agora obrigados a ter também um olho clínico para distinguir os bons dos maus, aqueles que estão lá por amor e os que apenas querem servir-se do clube. Isso irrita-me profundamente, porque eu só queria torcer pelo meu Benfica. E quando criei este blogue para escrever sobre o glorioso, quis fazê-lo como anónimo, da mesma forma que, como anónimo, várias vezes dei corpo ao inferno da Luz. Não conheço o novo estádio, mas no antigo 3º anel, a plenos pulmões, nunca parava de gritar: Benfiiiiiiiiiiica! Benfiiiiiiiiiiica!
 
Eu, inocente, sei ainda que o Benfica é dos... benfiquistas!
Na Luz, nasceu um novo estádio; no Seixal, um Campus para treino e estágio; pelo mundo, novas casas e lojas... Enfim, um admirável mundo novo surgiu. O Benfica deu cria, evoluiu para coisas boas, mas também afundou-se num grande lamaçal. Os bons valores foram enterrados de forma bandida. Eu, benfiquista anónimo, que até já nem escrevia neste blogue por desânimo com a falta de rumo num projecto que chegou a ser lindo, confesso-me um inocente, ingénuo. Em muitos momentos acreditei neste "Salgado" presidente. Hoje, agradeço os bons deputados da Assembleia da República e também o Ministério Público por ajudarem a salvar o Benfica.

... Salgado... Vieira... Benfica... Salgado...

28 junho 2020

Jesus, mas há muitos técnicos bons na Europa!

Se não vier Jesus virá outro bom...

Jorge Jesus é bom!
No Brasil, Jorge Jesus é o Mister, idolatrado por uma nação de 40 milhões de adeptos. E com toda a justiça ele é idolatrado por lá. Não só levou o Flamengo à conquista do Brasileirão e da Libertadores, como também revolucionou o futebol brasileiro em apenas um ano. Sem dúvida, Jorge Jesus é hoje o técnico que mais orgulha os portugueses no estrangeiro. Enquanto outros pararam no tempo, ele evolui cada vez mais com a idade. As dinâmicas do seu 4-4-2 são um hino ao bom futebol. Enfim, não há como negar, JJ é diferente. Mas ele é técnico do Flamengo e ficaria muito mal com os flamenguistas se saísse agora. Portanto, o Benfica que pense noutros técnicos. 

Julian Nagelsmann e Marco Rose são bons!
De repente, parece que só Jesus tem capacidade para treinar o Benfica. Chega a ser ridículo o Glorioso ficar amarrado a essa ideia fixa com tantos técnicos bons na Europa. E nem é preciso chegar a Pochettino ou Allegri, porque, além da questão financeira, o campeonato português não seria atrativo o bastante para eles. Mas por que não pensar no alemão Julian Nagelsmann, que deu uma aula na Luz quando o Leipzig venceu o Benfica na Champions? Ou então Marco Rose que, depois de vencer a Youth League ao Benfica, em 2016/17, com o Salzburg, foi bicampeão da Áustria e agora está no futebol alemão revolucionando o Borussia Monchengladbach?

Galtier, Gasperini, Bordalás, Marcelino também...
Mas há mais! Em França, Christophe Galtier foi vicecampeão com o Lille, superado apenas pelo inatingível PSG, isso sem falar que ainda conseguiu recuperar o Renato Sanches. Em Itália é Gian Piero Gasperini que chama a atenção pelo magnífico trabalho no Atalanta, enquanto que em Espanha Pepe Bordalás é o homem do momento pelo que faz no modesto Getafe. Mas todos estes estão presos aos seus clubes. Livre está Marcelino Toral. Basta lembrar o excelente futebol que o Valência praticou nos últimos dois anos, com Gonçalo Guedes em grande. Marcelino seria óptima escolha para o Benfica. Portanto, bons técnicos não faltam por essa Europa afora. 

Julian Nagelsmann deu uma aula na Luz com o Leipzig muito superior ao Benfica.

13 junho 2020

Este mar que nos carrega...

Olhar o mar pode ajudar...

O coração...
Olhar o mar pode ter coisas muito boas. Podemos até querer entrar nele e sentir o frescor da água morna, que nos permita ficar umas horinhas ali sem a preocupação de ter de voltar para casa e ver as nossas paredes borradas com palavras violentas, escritas por uma cambada de ignorantes que nada sabe sobre a beleza do futebol e nem o que significa torcer por um clube do coração. Aliás, esses tais ignorantes nem devem ter coração e só lhes faria bem algumas horas a ver o mar para, talvez, meditarem sobre as suas vidas sem sentido. É que não faz sentido nenhum tentar intimidar quem já nos deu tantas alegrias... no Marquês! 

As boas memórias...
Sim, foi há coisa de um ano que jogadores e técnicos do Benfica trouxeram o 37º título para a Luz, comemorado daquela forma bonita no Marquês. Eles foram os artífices, há um ano apenas! Por isso, como é possível que tudo seja esquecido a ponto de serem, hoje, apedrejados? Que memória curta é essa? Como se pode crucificar um Pizzi que "só" tem 27 golos esta época e 15 assistências? Que loucura! E um Rafa que nunca se cansa de correr? E um alemão Weigl, que poderia estar a jogar em campeonatos mais interessantes, mas escolheu o Benfica pelo ambiente maravilhoso que viveu na Luz como adversário? E o Bruno Lage, o dos sete milagres? 

Nas eleições...
Aliás, foi o próprio Lage que decidiu sentar-se a olhar o mar, talvez para fugir à depressão, buscar outras soluções, repensar toda a sua estratégia, suas ideias, enfim... Ele tem esse direito. Todos têm! A preocupação maior é essa tentação de querer entrar na água para sentir a temperatura. Há sempre a possibilidade de aparecer uma corrente perigosa, capaz de levá-lo para onde não queira. E se ele já está meio perdido, pior ficaria sem o apoio dos adeptos. Esse tipo de mar é muito traiçoeiro, porque pode arrastar todos nós para longe e deixar em terra apenas os de memória curta. Em ano de eleições, com tantos aventureiros, este mar que nos carrega...

Os de memória curta deveriam olhar mais para o mar.

04 junho 2020

A reentrada... com o Covid-19!

O Benfica começa com o... 1º lugar à vista!

Um inimigo invisível!
Covid-19, não nos tires a vida! A vida é o mais importante de tudo. Não há como pensar no futebol quando um inimigo invisível nos ataca de morte. Mas a bem da verdade, os inimigos invisíveis existem aos montes por aí. No futebol então, nem se fala! Basta lembrar do ataque invisível dos hackers aos computadores do Benfica. O estrago foi feito, a justiça talvez seja feita e a vida vai e... vai! Só que, desta vez, o inimigo invisível ataca qualquer um, mata em todo o mundo. Entretanto, o futebol tenta sobreviver a isto tudo, mesmo com as bancadas vazias. Em Portugal, a Liga parou com o Porto à frente. E os portistas de joelhos: Covid-19, não nos tires o campeonato!  

O antes... do Covid-19!
Há 4 meses atrás aconteceu aquele terramoto na Luz, no Seixal e em todas as casas do glorioso espalhadas pelo mundo. A forma como o Benfica perdeu 10 pontos em 5 jogos e uma liderança consolidada de 7 pontos sobre o 2º classificado foi inacreditável. Isso sem falar nos nossos jogadores, psicologicamente de rastos. Com isso, a passadeira já estava estendida para o Porto ser campeão, muito por demérito dos comandados de Bruno Lage. Sim, aquela arbitragem no estádio do Dragão foi habilidosa, pela forma como nocautearam sem consequências o nosso melhor jogador (Taarabt), inventaram aquele penalty, etc. Mas, também, o Benfica já não jogava nada!

O depois... com o Covid-19!
Agora é outro campeonato, com direito a pré-temporada e tudo. E logo na reentrada uma surpresa das boas. O Porto perdeu em Famalicão e se o Benfica vencer o Tondela já sobe ao topo da classificação novamente. Mas este novo campeonato de 10 jornadas apenas deverá ser mesmo imprevisível. Tudo poderá acontecer. Por isso, ainda é cedo para comemorar. Temos de ver os nossos jogadores em ação. E que boa notícia o regresso de Gabriel! É que o naufrágio daquele meio-campo aconteceu precisamente depois da lesão dele. E quem sabe apareça um Weigl já mais à vontade; um novo Ferro; o mesmo Taarabt de antes... Enfim, vamos esperar para ver!

E este é sem dúvida o melhor onze.

04 março 2020

EmbaLage(m) perdida!

Em um ano o Benfica de Lage perdeu... embaLage(m)!

7 da sorte
Época 2018/2019, Benfica em profunda crise, um treinador - Rui Vitória - completamente perdido e o Porto descansando em 1º lugar no campeonato, a 7 pontos de distância. O boneco Sérgio Conceição caminhava alegremente rumo ao segundo título consecutivo como treinador dos dragões. De repente, o milagre! Rui Vitória, que chegou a viver bons momentos na Luz, com dois títulos de campeão, é despachado para a Arábia Saudita. O seu substituto? Bruno Lage, o inexperiente técnico do Benfica-B. Incrível! O rapaz que apenas queria ser um professor de Educação Física parecia tudo menos inexperiente. Ele humilhou o Porto e o boneco. Logo, Benfica campeão! 

7 do azar
Bruno Lage não foi um campeão normal. O Homem do Ano de 2019 soube usar aqueles requintes de crueldade que o nosso maior rival costuma fazer conosco. O Benfica foi vencer o Porto lá no Dragão com uma jovem dupla de centrais Made in Seixal e ainda liderados por um miúdo ex-dragão - João Félix - que meses depois se transformaria na 3ª maior transferência do futebol a nível planetário. Isso deixou os benfiquistas de alma lavada. Lage era sem dúvida o nosso herói. O Benfica tinha um treinador com sede de títulos, capaz de garantir de vez a tão desejada hegemonia do clube na esfera nacional. De repente, o desastre! E os 7 pontos viraram um pesadelo!

Em ponto... morto
Como é possível estar com 7 pontos de avanço sobre o Porto em janeiro e com menos um em março? Como foi possível desbaratar essa diferença para os dragões e deixar o boneco a rir-se de nós? Não, não é possível que tenhamos nos enganado tanto com o Bruno Lage. Os seus feitos não podem ter sido apenas obra da sorte. Mas a verdade é que ele se perdeu completamente. Se foi extraordinário no aproveitamento do talento do Félix para fazer deslanchar o Benfica rumo ao título, foi extraordinariamente incapaz de lidar com a sua ausência. Lage perdeu o encanto, tornou-se... inexperiente. Em um ano o Benfica perdeu embaLage(m) e está agora em ponto... morto.

Um ano depois a "chicotada" assombra Lage.

16 janeiro 2020

Gedson Fernandes vai explodir no Tottenham

Desta vez a Europa levou-nos o Gedson. 

Do Campus do Seixal para Londres
Gedson Fernandes! Lá se foi mais um puto maravilha do nosso Campus do Seixal para o mundo. Não sai com aquele glamour das grandes vendas, mas ou muito me engano ou daqui a 18 meses o seu novo clube virá a correr até Lisboa para exercer o direito de ficar com ele em definitivo. Estamos a falar de um clube de grande dimensão, que ainda há pouco tempo inaugurou o seu moderníssimo estádio de 62 mil lugares. Estamos a falar do Tottenham, dos "Spurs" de Londres, os vice-campeões europeus de 2018/19. E Gedson tem tudo para ser feliz ali. Tem técnica, tem força, raça, tem a intensidade que o futebol inglês exige e ainda terá um português como técnico. 

Um box-to-box para José Mourinho
Sim, porque se Gedson está no Tottenham, só pode ter sido por um pedido expresso de José Mourinho. Ele e muitos outros do mundo do futebol sabem que está aí um box-to-box com capacidade para fazer carreira no futebol inglês. Talvez ainda precise de um pouco mais de maturidade para explodir de vez, mas, caramba, o miúdo só agora fez 21 anos! Mesmo assim, conhecendo um pouco da forma como o Mourinho conduz as suas equipas desde os tempos de Chelsea, Internazionale, etc., não será de estranhar que o ponha logo a jogar como titular no próximo jogo, que é já neste sábado, em Watford, para dar-lhe confiança, como que a dizer: agora mostra-te! 

No Tottenham para afirmar-se de vez
É difícil explicar o que correu mal esta época. Depois do que fez no início da época passada, ainda com Rui Vitória, em que apareceu logo como titular no seu primeiro ano de sénior, valendo-lhe até a estreia na seleção "A" de Portugal, era de se esperar uma afirmação definitiva esta época com Bruno Lage. Mas, além de ter perdido a pré-época, por lesão, faltou ali mais qualquer coisa. Não conseguiu encaixar-se na forma de jogar da equipa. Por isso, acaba por ser uma boa decisão, esta, de emprestá-lo ao Tottenham por um ano e meio e o passe fixado em € 50 milhões. Se as coisas não correrem bem ele terá as portas abertas para regressar. E virá mais maduro.

Este miúdo ainda vai dar que falar.

04 janeiro 2020

Ano Novo, Ano... Weigl!

Começar o ano com Julian Weigl na Luz é... sensacional!  

Terminando o ano em bom nível...
Os nossos jogadores não podiam começar o ano de 2020 com incentivo maior. Estar a treinar na Luz e fazer a felicidade de mais de 20 mil adeptos nas bancadas não é para qualquer um. E logo no dia 1 de janeiro! Impossível não ir mais adiante, lá para meados do mês de maio, sem imaginar como estará o Marquês e aquele mar de gente se vier o 38. Mas, antes de pensarmos na comemoração de mais um título, para já, o que vale é o presente. Depois das dificuldades iniciais no campeonato e mais ainda na Europa, em que revelamos grande incapacidade para preencher a ausência de João Félix, a equipa acabou por mostrar evolução e terminou o ano em bom nível. 

Com Chiquinho e Carlos Vinícius...
Bruno Lage tentou de tudo para encontrar o parceiro ideal do ponta-de-lança, no caso o melhor marcador do campeonato passado que foi o Seferović. E para começar, nada melhor que juntar o suíço ao recém-contratado Raúl De Tomás. Infelizmente, esta dupla não funcionou. Parecia até que ia dar liga, mas... não! E para complicar mais as coisas, o Seferović voltou este ano muito trapalhão. Lage gosta dele, pela entrega. Corre que se farta, de lá pra cá e de cá pra lá. Mas, ele, talvez sentisse a falta de um companheiro que o deixasse mais calmo. Faltava-lhe um... Félix. De repente... nem Sefe, nem RDT. Afinal, a dupla encontrada foi outra: Chiquinho e Carlos Vinícius!

Gabriel e Taarabt... e Weigl!
Mas, o meio-campo também não foi fácil de ajeitar. Na época passada, terminamos com Florentino e Samaris em grande naquele quarteto que tinha ainda Pizzi e Rafa nas alas. Pizzi e Rafa mantiveram o nível. Já no miolo a indefinição foi grande. Começamos com Florentino e Gabriel, depois Florentino e Samaris; Florentino e Taarabt; Fejsa e Taarabt; Florentino e Gabriel de novo e, por fim, a dupla Gabriel e Taarabt. Sim, podemos dizer que, finalmente, Bruno Lage descobriu o meio-campo ideal, com Gabriel e Taarabt. E os dois formam realmente uma dupla sensacional. Só que, vem o mercado de inverno e, de repente, o Benfica contrata Julian Weigl, um médio... sensacional!

1º de janeiro de 2020 e já 22 mil adeptos na Luz para um... treino!

31 dezembro 2019

Benfica: Best of the Year!

Bruno Lage passou do Benfica-B para... Homem do Ano!

2019: O Ano do 37!
Chega ao fim um ano maravilhoso para o Benfica. O ano da R3CONQUIS7A! Sim, de novo campeões de Portugal! Foi o ano do 37, o 6º título em 10 anos, o 5º nos últimos 6 anos. Mas 2019 foi muito mais do que isso. O Clube destapou a vitrine e deixou que o mundo apreciasse o 2º Golden Boy Made in Seixal. Depois de Renato Sanches, em 2016, essa coroa foi entregue a João Félix, o senhor €126 milhões! Nunca um jogador português custou tanto. Foi a 3ª transferência mais cara da história do futebol. E Félix teve papel decisivo no título, como também teve Bruno Lage, o técnico que passou por todos os escalões de formação da melhor escola de futebol do mundo. 

Best Academy of the Year!
2019!!! E o Benfica novamente distinguido com o prémio Best Academy of the Year. Foi na 11ª gala dos Globe Soccer Awards, em Dubai. Já tínhamos vencido em 2015, mas desta vez recebemos o prémio em conjunto com o Ajax, o que até tem um simbolismo especial. É que neste mesmo ano o Ajax esteve a pouquíssimos segundos de marcar presença na final da Liga dos Campeões. As armadilhas do futebol impediram que este feito grandioso acontecesse. Mas o trabalho deles está lá e mostra que as ambições do Benfica em ser novamente campeão europeu não são descabidas. Talvez nos falte olhar mais para o Ajax, que parece estar ainda um passo à frente de nós.

Vencer em Portugal para vencer na... Europa!
O Ajax foi à final da Europa League, em 2017, com De Ligt, De Jong e De Beek. Em 2019 quase foi à final da Champions League com De Ligt, De Jong e De Beek. Os dois primeiros só foram vendidos no verão de 2019. De Beek continua. Quanto aos nossos Golden Boys, Sanches e Félix, eles já estavam nos seus novos clubes, Bayern de Munique e Atlético de Madrid, quando receberam tão prestigiado prémio. Mas o Benfica ainda vai conseguir manter os seus craques por mais tempo na Luz. Para já, um passo de cada vez. Rúben Dias, Gedson, Ferro, Florentino e Jota têm de ser campeões em Portugal de novo e... de novo! O efeito Bruno Lage é para... durar!

João Félix foi o Jogador do Ano, decisivo para a R3CONQUIS7A.

20 setembro 2019

O que fazer com os alemães?

É um sufoco jogar contra os alemães! 

Na Champions contra alemães... esquece!
O Benfica está na fase de grupos da Liga dos Campeões pela 10ª vez consecutiva, mas quando os alemães atravessam o nosso caminho... esquece! Não seremos felizes de certeza absoluta. Na época 2010-11 o Benfica ficou no mesmo grupo do Schalke 04, que nos venceu duas vezes (lá e cá). No final, Schalke, 1º classificado; Benfica, 3º. Em 2014-15 foi a vez do Bayer Leverkusen. Vitória do Benfica... nenhuma! Ficamos com um empate na Luz e uma derrota na Alemanha. Por fim, Bayer em 2º lugar; Benfica, 4º e de fora até da Liga Europa. Na época passada levamos com o Bayern de Munique no mesmo grupo. Mais duas derrotas e... Bayern, 1º; Benfica, 3º.

Mata-mata contra alemães é... morte!
Mas a nossa intrigante má fortuna contra as equipas alemãs acontece também quando saímos das fases de grupos e passamos para as eliminatórias a duas mãos. Ou seja, se o assunto for mata-mata, quase sempre... morremos! Na época passada, já repescados para a Liga Europa, foi o que se viu. Eintracht de Frankfurt e... eliminados! Isso na fase de esplendor do Bruno Lage, com João Félix a dar chocolate e tudo. Na Champions, quando conseguimos superar a fase de grupos, acabamos eliminados por... alemães! Foi assim em 2016-17, nos oitavos-de-final, contra o Borussia Dortmund; foi assim em 2015-16, nos quartos-de-final, contra o Bayern de Munique.

No jogo jogado contra alemães é... sufoco!
O pior de tudo é a forma como somos sufocados contra os clubes alemães, o que não acontece contra ingleses, espanhóis ou italianos. Podemos perder, mas a jogar à bola. Contra os alemães o Benfica não consegue jogar. Eles fazem uma pressão tão grande em cima dos nossos jogadores que... esquece! Curiosamente, contra o Bayern de Pep Guardiola o Benfica até jogou. Já com o Dortmund do jovem Thomas Tuchel levamos um amasso incrível! Desta vez foi o RB Leipzig do jovem técnico Julian Nagelsmann. Dominados, perdemos na Luz (1-2). E voltaremos a perder na... Alemanha. A não ser que, até lá, Bruno Lage descubra um antídoto contra... alemães!

Julian Nagelsmann, mais um jovem técnico alemão a dar aula na Luz.

31 agosto 2019

À espera do efeito... Champions!

É levantar a cabeça na Liga dos Campeões, com Zenit, Lyon, Leipzig...

Efeito mágico... Lage!
Foi realmente uma derrota difícil de digerir, essa contra o Porto (0-2), em casa. Não que tal desgosto seja uma grande novidade, porque acontece sempre qualquer coisa de estranho na mente dos nossos jogadores que os deixa travados contra os dragões na Luz. Não é normal perder tantas vezes com o Porto nos nossos domínios. Mas este ano tinha tudo para ser diferente. Primeiro porque tinhamos vencido o último jogo contra eles em casa, ainda com Rui Vitória. Foi por 1-0 mas vencemos! Depois, já sob os efeitos mágicos de Bruno Lage, acabamos com a arrogância deles, vencendo-os no seu próprio reduto. E vencer o Porto duas vezes na mesma época é raro!

Efeito Krasnodar... ao contrário!
Na época passada conseguimo-lo. Sem falar que fomos campeões! Em 2005-2006, sob o comando de Ronald Koeman, o Benfica também venceu o Porto na nossa casa e na deles. Só que, daquela vez, o campeonato ficou por lá, no norte. Agora estava tudo a nosso favor para nova vitória. Do lado deles, além do efeito psicológico dos dois murros que levaram nas trombas na época passada, havia também a debandada de alguns elementos importantes, como Herrera, Bahimi, Felipe, Éder Militão, etc., e ainda o efeito Krasnodar. Mas o Benfica é um caso de estudo. Vencer a terceira seguida ao Porto? Não, nada disso! Vale muito mais irmos a pé até... Krasnodar!

Efeito... Champions!
Assim, passamos da fase Bruno-Lage-só-alegria para Bruno-Lage-levanta-a-cabeça. Sim, será o primeiro levantamento de cabeça na era Bruno Lage. Então, vamos a isso! Vamos levantar a cabeça porque somos os campeões de Portugal e temos o melhor treinador do campeonato. Aliás, não podemos esquecer que Bruno Lage ainda nem tem um ano de experiência como técnico principal. É um absurdo achar que ele não pode errar. É um absurdo também deixar de acreditar nestes jogadores. Foram eles que nos deram o 37. Sim, o Benfica fez respiração boca-a-boca a um Porto sem ar. Sim, eles agora têm nova vida. Mas quem está na Champions somos nós!

... e tentar esquecer que demos oxigénio a um Porto sob o efeito Krasnodar.